TERCEIRIZAÇÃO DO DESPACHO ADUANEIRO


Fonte: Aduaneiras

É comum vermos pessoas entendendo que a figura do despachante aduaneiro é mais um intermediário supérfluo. E que se pode realizar sozinho tudo que ele faz. Assim, consegue-se uma redução de custos no seu processo de despacho aduaneiro. Pode até ser que esse raciocínio esteja correto, como pode estar errado. Depende do ponto de vista que se analise a sua importância para o comércio exterior brasileiro. Certamente, ele é bem mais importante do que muitos entendem, mesmo aqueles que o utilizam em seus processos e já o encaram como normal e não como uma figura excepcional.


Ao analisarmos essa importante figura, notamos, primeiramente, que a profissão exige uma dose extraordinária de conhecimentos do comércio exterior. Em especial em nosso país, em que dezenas, quando não centenas, de normas são expedidas a cada mês. E já são tantas as normas existentes, que é quase impossível que alguém, por mais Leonardo da Vinci que seja, tenha total conhecimento de tudo que temos. No seu conjunto, é simplesmente impossível que tenhamos tal gênio.


Isso, por si só, já basta para dar à figura do despachante aduaneiro um status diferenciado, pois sua atualização é extremamente penosa. Ainda bem que, para isso, pode contar com o seu Sindicato da categoria, de modo a auxiliá-lo, em que os despachantes trabalham em conjunto na questão do aprendizado. E, claro, as empresas de consultoria que estão para ajudar.


Há que se contar, além disso, a fantástica perda de tempo num processo de despacho aduaneiro, ainda mais que o país em pauta é o nosso querido Brasil. E todos sabem que nessas paragens, ao Sul do Equador, as coisas são bem mais complicadas. Em que a filosofia primária é porque facilitar se podemos complicar. Tempo que as empresas não têm, e o qual deve, basicamente, ser direcionado a seu Core Business, e não ao processo aduaneiro.

(Leia na íntegra)