JORNADA INOVAÇÃO E COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA CATARINENSE 2017



Fonte: FIESC

A Federação das Indústrias de Santa Catarina realizou a 6ª Edição da Jornada Inovação e Competitividade da Indústria Catarinense, nos dias 17 a 19 de maio de 2017. Durante o encontro foram debatidos temas sobre saúde, segurança, inovação, tecnologia e ambiente institucional. Deste último, foi realizado Painel sobre os "Acordos de Negociações Internacionais e os Impactos no Comércio Internacional" e "Acordos de Negociações Internacionais e os Impactos no Comércio Exterior Brasileiro", com as presenças de Tatiana Prazeres, Assessora Sênior do Diretor Geral da Organização Mundial do Comércio, Abrão Miguel Árabe Neto, Secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, e Carlos Eduardo Abijaodi, Diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria.

 

Em sua palestra na Jornada, a assessora sênior do diretor-geral da OMC, Tatiana Lacerda Prazeres, destacou as principais ações em debate na agenda da Organização e disse que estão em curso discussões para aumentar a participação das pequenas empresas no comércio internacional. Também citou o acordo de facilitação de comércio, que entrou em vigor recentemente, e trata da simplificação de procedimentos aduaneiros. O acordo foi adotado pelos 164 países membros da OMC, que representam 98% do comércio mundial. "A associação de tempo e custo é fundamental para o exportador. A harmonização de procedimentos é algo realmente muito importante. Todos os esforços em nível global para simplificação de procedimentos são valiosos", ressaltou Tatiana, lembrando que a expectativa é de redução de 14,3% dos custos médios das operações comerciais. 

 
A especialista da OMC disse ainda que a estimativa é que o comércio mundial aumente 2,4% em 2017. As expectativas são de retomada do crescimento ainda que a ritmos mais modestos e não a taxas vistas antes do período pré-crise, quando chegaram a crescer 5% por um período. "Há incertezas de natureza política e não há clareza absoluta em relação à política comercial dos Estados Unidos", concluiu.