Comércio Exterior no novo Governo

FONTE: ESTADÃO

Na Agenda para o Desenvolvimento, documento do PMDB que sinaliza as bases programáticas do eventual governo Michel Temer, o comércio exterior torna-se uma das variáveis estratégicas para a volta do crescimento da economia.

Ao lado do ajuste fiscal e das reformas estruturais que tenderão a estabilizar a economia, a nova visão na área externa ressalta que “o Estado deve cooperar com o setor privado na abertura dos mercados externos, buscando o maior número possível de alianças ou parcerias regionais que incluam, além da redução das tarifas, a convergência de normas, na forma das parceiras que estão sendo negociadas na Ásia e no Atlântico Norte. Devemos nos preparar rapidamente para uma abertura comercial que torne nosso setor produtivo mais competitivo, graças ao acesso a bens de capital, tecnologia e insumos importados. O próprio agronegócio, que andou até agora com suas próprias pernas, cada vez mais dependerá destes acordos para expandir sua presença nos mercados do mundo. Com o recente alinhamento do câmbio, abriu-se uma nova janela e oportunidade para o setor industrial, que não deve ser desperdiçada por razões políticas ou de alinhamento ideológico. A globalização é o destino das economias que pretendem crescer”.

Nesse sentido, o trabalho Pontes para o Futuro preconiza “realizar a inserção plena da economia brasileira no comércio internacional, com maior abertura comercial e busca de acordos regionais de comércio em todas as áreas relevantes – EUA, União Europeia e Ásia – com ou sem a companhia do Mercosul, embora preferencialmente com ele. Apoio real para que nosso setor produtivo integre-se às cadeias globais de valor, auxiliando no aumento da produtividade e alinhando nossas normas aos novos padrões normativos que estão se formando no comércio internacional”.