Comércio exterior deve ter crescimento tímido em 2017, projeta Maersk

Fonte: Portos e Navios 

As importações da Maersk no Brasil devem crescer menos de 1% em 2017 e as exportações devem ficar no mesmo patamar de 2016 caso o dólar permaneça na faixa de R$ 3, aponta o relatório comercial do quarto trimestre de 2016 da companhia. A empresa dinamarquesa observa que o Brasil apresenta sinais de recuperação lenta e lista entre os desafios o aumento dos custos dos armadores, a necessidade de reabastecimento de contêineres vazios e a alta do preço do bunker.
No quarto trimestre, as exportações recuaram na comparação com o mesmo período de 2015, enquanto as importações cresceram em praticamente todas categorias, porém abaixo dos níveis de 2012 a 2014. A Maersk ressalta que as importações vêm de uma base de comparação muito baixa em relação aos patamares históricos, considerando que o Brasil era um exportador líquido até o primeiro trimestre de 2016, quando as importações travaram e tornou-se um exportador líquido no segundo trimestre. Já o declínio das exportações é parcialmente explicado pela base de comparação elevada.
O relatório alerta para dificuldade dos exportadores porque não há contêineres vazios na costa e o espaço nos navios é limitado. "Com a queda que o mercado sofreu na importação, principalmente da Ásia, a disponibilidade de equipamento (contêineres) foi muito fraca. E a costa e o volume não são suficientes para suprir o nível de exportação que temos", observa Nestor Amador, diretor comercial da Maersk Line para a Costa Leste da América do Sul.