Balança comercial ainda não sentiu os efeitos recentes do câmbio

As exportações aumentaram 12,7% em abril de 2017, enquanto as importações cresceram 28,7% na mesma base de comparação. No acumulado do ano até abril, o crescimento foi de 9,6% para as exportações e 15,9% para as importações, na comparação com os quatro primeiros meses do ano passado. Os dados são do Indicador do Comércio Exterior (Icoemx), divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Conforme o índice, os resultados da balança comercial até abril (superávit de US$ 20,4 bilhões no acumulado do ano, ante US$ 21,3 bilhões no primeiro quadrimestre de 2017) não foram afetados pelas recentes turbulências do setor externo, como imposição de tarifas na exportação do aço para os Estados Unidos, a valorização do dólar em todo o mundo e o cenário de crise na Argentina, mas afetada pelo movimento na moeda norte-americana.

"O aumento das importações supera o das exportações e um dos fatores que contribuiriam para esse resultado seria a retomada do crescimento econômico do País, após recuos do PIB da ordem de 3,5% em  2015/16", diz a nota da FGV sobre o Icomex. Segundo a FGV, a variação do volume exportado ficou acima da variação do volume importado em quase todos os meses de 2017. Em 2018, o resultado se inverteu e a variação do volume importado passou a superar o das exportações. Na comparação de abril com  abril do ano passado, o volume exportado recuou 3,5% e o volume importado cresceu 8,2%.