Acordo beneficia 78% do comércio Brasil-Egito, diz secretário

Fonte: ANBA

 O acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Egito entrou em vigor na última sexta-feira (01), o primeiro entre o bloco formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, e uma nação árabe. Assinado em 2010, antes de começar a valer o tratado precisou ser ratificado por todos os países envolvidos. No Brasil, sua aplicação ocorrerá efetivamente quando for publicado um decreto presidencial sobre o tema, o que, segundo o governo, ocorrerá em breve. 

Em entrevista à ANBA por e-mail, o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Abrão Miguel Árabe Neto, destacou que dos mais de US$ 1,8 bilhão de comércio bilateral entre o Brasil e o país árabe no ano passado, 78% corresponderam a produtos cobertos pelo acordo. Ou seja, itens sujeitos a desgravação de Imposto de Importação. Parte das isenções entra em vigor imediatamente, outra, ao longo dos próximos 10 anos, quando o total dos itens atingidos chegará a 99% da pauta comercial entre o bloco e a nação africana.

“Dos produtos vendidos pelo Brasil [que serão beneficiados imediatamente], podemos destacar carne bovina, cereais, minérios e produtos químicos inorgânicos”, afirmou o secretário. “Do Egito, os principais produtos beneficiados pelo ALC são adubos e fertilizantes, produtos hortícolas, algodão e têxteis”, acrescentou.

De janeiro a agosto de 2017, o Brasil exportou o Egito o equivalente a US$ 1,347 bilhão, um aumento de 13% sobre o mesmo período de 2016. Na mão contrária, o País importou US$ 119,3 milhões, um crescimento de 138,5% na mesma comparação, segundo dados do próprio MDIC.